Capítulo IV – Ano 1160, Haru – Mês da Serpente.

O shugenja, após atrasar os três capangas o bastante para que perdessem de vista o elfo e as duas irmãs, circulou por uma das ruas próximas à casa de saquê e seguiu jornada atrás dos demais.

O elfo e as irmãs seguiram para leste da vila das gueixas, na direção da casa de Sophie e Kaoru – sua irmã. Era quase madrugada quando o grupo, já acompanhado do nobre Isawa, monta acampamento em um descampado de poucas árvores.

No dia seguinte, passadas algumas horas da manhã, os quatro seguem a trilha indicada pelas duas irmãs. Com o sol já no alto do céu, os quatro adentram a região pantanosa a qual Urameshi já havia comentado. Segundo o nobre Shiba, a casa de Samus ficaria próxima a esse pântano. O solo em que pisavam estava totalmente encharcado. A cada passo as poças de lama aumentavam mais e mais perante eles. Em determinado trecho, as poças d’água que cercavam as porções de terra pelas quais passavam tornavam-se cada vez mais fundas. Árvores cercavam e filtravam os raios de luz do meio-dia, relembrando as nuvens de chuva do dia anterior.

Um grito rompe o silêncio do pequeno pântano. Alanian percebe uma mão esverdeada, de pele putrefata e fétida, segurando uma das pernas de Kaoru, que gritava alto de espanto. Segundos depois, após entrarem em combate com a criatura horrenda – uma bruxa do pântano – outras se unem à primeira na batalha.

No momento crítico do combate, o grupo estava cercado por seis bruxas. Numa batalha repleta de magias, por parte do shugenja, e flechas zunindo do arco de Alanian, as duas irmãs acabam feridas pelas garras das bruxas. Kaoru sofre dois golpes em seus braços. Seus ferimentos deixam-na desacordada. Sophie também se fere, e o pior de tudo, tanto ela quanto a irmã contraem uma doença transmitida pelas garras das criaturas do pântano. A pele das irmãs, nos locais das feridas, aparenta como se estivesse apodrecendo. Kaoru parece prestes a morrer após o combate.

Retrocedendo em meio aos fatos, a vitória do elfo e do shugenja sobre as criaturas foi, sem sombra de dúvidas, notável. Encurralados pelas criaturas, o confronto discorreu coberto de decisões relativas à proteção de Sophie e Kaoru. Um ponto relevante no confronto paira sobre as magias utilizadas pelo shugenja. Em momentos decisivos a diversidade sobre-humana de magias do nobre Isawa tingiu, ofuda a ofuda, o peso da derrota sobre seus oponentes.

Num ponto final ao confronto, as chamas flamejantes do shugenja derrotam duas bruxas de uma só vez. A última criatura em combate tenta fugir, assustada pelas labaredas do nobre. Sem piedade, uma flecha de Alanian perfura a nuca da fétida criatura pantanosa.

O elfo não percebeu, mas havia algo estranho com o shugenja. Talvez nem o próprio Yusuke tenha percebido o fato de ter usado, em momentos de tensão, magias que jamais fazia ideia que poderia usar. Algo, ou alguém, estava emprestando-lhe poder. Um poder supra-humano. Um poder divino, minimizado pelas limitações impostas por sua humanidade.

Novo integrante no grupo de aventureiros nessa sessão: Alanian Galanodel, um elfo forasteiro em busca de tesouros no Império Esmeralda. Achei interessante a união de um estrangeiro ao grupo de nativos de Rokugan. Vai ser interessante. Nesse capítulo, que retrata a última sessão de jogo que tivemos, a história começou a se desenrolar e a trama está começando a ficar mais densa. Eu, particularmente, estou gostando do rumo que a narrativa está tendo… Garanto que as próximas serão cada vez mais emocionantes. =)

Capítulo III – Ano 1160, Haru.

Sabe-se lá para onde o wu jen foi. Passou correndo pela constritora como se nada tivesse acontecido e meio que desapareceu no horizonte. O nobre shugenja, na tentativa de impedir o bote da serpente em uma das pernas de Yukimura, atira uma pedra na cobra e erra… Com os dentes já cravados na perna do ronin, a serpente, praticamente imobilizada, torna-se alvo fácil para a lâmina do samurai. Após o combate, o shugenja cura alguns dos ferimentos do ronin.

Agora sem o wu jen, os dois aventureiros seguem jornada rumo a Ubaku Mura, a vila das gueixas. O cenário, antes árido, vai aos poucos ganhando um tom verde. A visão dos dois é tomada por um campo aberto, gramado, com algumas árvores ao norte, beirando o trecho de caminhada. Uma mulher ao longe chama a atenção da dupla.

- Por favor, aventureiros, poderiam ajudar uma pobre senhora… Algumas moedas de ouro seriam mais que suficientes…

O nobre pega uma peça de ouro, mas, antes de entregá-la à mulher, questiona os motivos do pedido. Focado nas atitudes da mulher, o shugenja percebe que de uma das mangas das vestes da senhora cai um pequeno papel vermelho. A luz do sol no entardecer reluz sobre o pequeno papel que, certamente, acaba por servir de aviso a alguém próximo.

Poucos metros à frente, um forasteiro, escondido sob as sombras de algumas árvores, observa o ocorrido. Um zunido rasga o silêncio por entre as árvores. Um virote finda sua rota cravado em um dos pés de Yusuke. No mesmo momento a senhora tenta correr do local, fugindo dos dois viajantes. Surpreso com o virote que atingiu seu companheiro, o ronin segue alguns metros com sua espada já em mãos. Outro virote corta o vento e cai perto do samurai. O forasteiro, ainda não avistado pelo grupo, percebe o atacante próximo ao topo de uma das árvores. Com seu arco longo e sua élfica destreza o alvo surpreso acaba por tornar-se presa certa. Uma das flechas do elfo atinge a perna do bandido sobre a árvore, a espreita. Tentando manter o equilíbrio, o homem armado de uma besta leve atira um de seus virotes na direção do elfo. Dessa vez, por centímetros, o virote balança os longos cabelos do ranger, causando-lhe apenas um pequeno arranhão na face.

Uma segunda flecha do elfo é o suficiente para perfurar o peito do humano que, já desacordado, tomba perante o ranger. Na tentativa de fuga, a mulher apavorada é pega pelo nobre shugenja.

- Eles me obrigam! Eles me obrigam a fazer essas coisas! Há mais deles! Pode haver mais deles! – grita a mulher em pranto.

- Acalme-se! Há quantos deles? – questiona Yusuke.

- Não sei ao certo, mantinham-me aprisionada, obrigando-me a pedir esmolas enquanto saqueavam viajantes trouxas…

O elfo pilha o cadáver, tomando-lhe os virotes e a besta leve. O ronin, alguns passos avante, se surpreende com a presença do elfo que rapidamente se apresenta.

Alguns metros atrás o shugenja e a mulher conversam sobre o ocorrido. Já acalmada, a mulher pede ajuda ao nobre, dizendo que havia sido sequestrada da casa de seu pai e aprisionada por um bando de samurais do território Leão. Segundo ela, o esconderijo do grupo é um templo subterrâneo na região sagrada a leste de Ubaku Mura. Por fim, o nobre decide escoltá-la até a casa de seu pai, já que também é próxima à vila das gueixas.

O elfo explica o acontecido ao ronin e ao shugenja, dizendo que apenas lhes ajudou a livrarem-se da emboscada. O ranger estrangeiro apenas estava percorrendo o Império Esmeralda em busca de tesouros, e aventuras que pudessem lhe trazer tal ouro. Desprovidos do wu jen, Yusuke e Yukimura concordam em dividir sua missão com o forasteiro. O ronin conta sobre o trabalho de buscar uma encomenda para um dos nobres Shiba e os fatos mais relevantes sobre a missão.

Como já era praticamente noite, o grupo encontra um lugar próprio para montar o acampamento. Já alimentados, decidem sobre a guarda noturna. O elfo é o primeiro a ficar de guarda enquanto o shugenja medita nas primeiras quatro horas da noite. Passadas praticamente as quatro primeiras horas, o elfo é atacado por alguns corvos. Por serem muitos, talvez atraídos pelo cadáver que estava próximo, os corvos conseguem causar alguns ferimentos no elfo que, por não possuir uma arma de ataque corporal, corre na direção da barraca e acorda o shugenja. Também em combate, o ronin pausa seu sono para sacar sua espada. A lâmina reluzente chama a atenção de alguns dos corvos. Um deles acaba derrotado pela katana do ronin. O golpe final é dado pelo shugenja. Yusuke pega um ofuda e usa uma de suas magias. Atraídos pela lâmina da katana, os corvos descem em rasante na direção do grupo. Das palmas das mãos do shugenja, no exato momento do ataque dos corvos, surge uma labareda. O fogo atinge, em forma cônica, a área perante o grupo. Cinco corvos são abatidos pelo ataque, o restante foge com o clarão produzido pela magia.

Nas próximas horas o shugenja fica na guarda enquanto os outros dormem e o elfo medita em quatro longas horas de transe. O dia amanhece nublado. O grupo se alimenta e desfaz o acampamento. Ao seguirem para a vila das gueixas, em pouco tempo de caminhada, a chuva começa. Os três e a mulher caminham incansavelmente, mesmo sob a chuva que persiste tanto quanto eles. Após horas de caminhada e já próximos à vila, o grupo para sob uma rocha para mais uma refeição.

Adentram a vila quando a noite se inicia. Ubaku Mura é um lugarzinho bem movimentado para uma pequena vila. Anos atrás, a vila funcionava como uma área de treinamento para as gueixas que serviriam aos shoguns dos clãs. Com o passar dos anos, a prostituição ganha espaço na vila graças aos viajantes. Bordéis acabam sendo organizados para satisfazer aos tantos forasteiros que passam pelo território Fênix.

A mulher que acompanha o grupo mostra-se um tanto assustada, talvez temesse o grupo dos samurais desonrados que a havia sequestrado. Exaustos, os quatro se dirigem por entre as tantas pessoas que caminham pelas ruas até a casa de chá mais próxima. No caminho, um bordel com várias gueixas à mostra chama a atenção da mulher que os acompanhava. A mulher por um momento fica estática, focada em uma das jovens gueixas expostas.

- Sophie! – grita a gueixa surpresa.

Sophie, a mulher que estava sendo escoltada pelo grupo, em meio às lágrimas, corre na direção da gueixa que, apesar de mais nova, parece muito com ela. Um homem, aparentemente nativo do território Leão, impede a passagem de Sophie:

- Afaste-se, nada de contato…

O shugenja vira para Sophie e pergunta:

- É sua filha?

Sophie, vidrada na moça, não responde.

- Irmã?

A mulher apenas gesticula com a cabeça positivamente.

- Quanto é aquela? – pergunta Alanian, o elfo do grupo, apontando para a irmã de Sophie.

- Duzentas peças de ouro. Ela é selecionada para os grandes senhores, saiu poucas vezes… Por isso o preço. – responde o homem que cuida da casa de gueixas.

Num blefe filho da mãe, Alanian diz ao homem:

- Tem alguém te chamando ali atrás…

Quando o homem se vira, o elfo pega a irmã de Sophie pelo braço. No mesmo instante Yukimura diz:

- O que você está fazendo?

Com a mão em sua katana, o guarda do bordel a sacaria num golpe capaz de decepar o braço do elfo. Sacaria, mas não sacou. O shugenja Isawa usa um ofuda e toca o homem no peito. Uma corrente elétrica corre o corpo do guarda, conduzida pela lâmina da katana que o pobre acabara de desembainhar. Na confusão, Alanian puxa a irmã de Sophie pelo braço e corre com ela para a casa de chá ao lado. Sophie os segue.

O guarda, ainda se recompondo, tenta golpear o shugenja com sua katana, porém, atordoado pelo toque chocante que acabara de receber, o homem acaba derrubando a própria arma no chão. Fugindo da confusão, na intenção de não agir de modo que sua honra pudesse vir a ser comprometida, Yukimura se abaixa para pegar a espada do guarda. O homem vira para o ronin:

- Dá a minha espada!…

O ronin tenta recompor-se, mas leva um soco do homem irritado. Nesse momento, Yusuke usa um ofuda em uma magia que aparentemente aumenta sua resistência física caso entre num combate. Depois disso, o shugenja corre para a casa de chá.

Yukimura tenta explicar o mal entendido para o guarda, que por sinal insiste no combate. Após dois chutes do ronin, o guarda cai desacordado no chão. Alguém havia avisado outro alguém sobre a confusão na frente do bordel… O ronin ainda segurando a katana do guarda, a deixa no chão, ao lado de seu dono desacordado, porém, o outro alguém já havia visto a cena.

No interior da movimentada casa de chá o elfo percebe a semelhança entre o homem que estava atrás do balcão e o guarda do bordel. Ao procurarem uma mesa vazia, o elfo e as duas irmãs notam que o homem atrás do balcão – pertencente ao clã Leão (denunciado por suas vestes com brasões do clã) – faz sinal para um trio de samurais de vestes escuras numa mesa ao canto. O shugenja adentra a casa de chá no exato momento em que os três capangas se levantam de seus lugares. O elfo grita:

- Fogo! – e sai correndo com as irmãs pela saída. O shugenja deixa os três passarem, mas barra a passagem dos três samurais que vinham após eles. O samurai da frente tenta golpear o nobre Isawa com sua katana, porém, acaba quase que atropelado pelos outros dois que vinham no seu encalço. Com a ação, o shugenja ganha tempo para que o elfo fuja com as duas irmãs.

- Para que lado é a casa de seu pai? – questiona Alanian.

- Para oeste daqui. – Responde Sophie, enquanto correm.

O homem, que avistara a confusão na frente do bordel, dirige-se até o ronin:

- O que aconteceu aqui?

Yukimura tenta explicar os motivos que lhe levaram a desacordar o guarda, e também revela o fato de um dos seus “amigos” ter meio que raptado uma das gueixas.

- Então você desmaia o meu guarda e ainda permite que um dos seus amiguinhos leve uma das minhas gueixas?!

Tentando manter a calma, o samurai desonrado explica sobre a missão em que estavam, e o trabalho do grupo para um nobre.

- Então estão trabalhando para um nobre? Quem?

- Shiba Urameshi. – responde Yukimura.

- Se bem sei, Shiba Urameshi costuma dar um brasão da família Shiba para seus servos… – Disse o homem, agora mais interessado do que nunca.

- Sim, eu tenho um brasão aqui comigo.

- Deixe-me ver…

Yukimura mostra o brasão ao desconhecido e apaga. Uma pancada forte na nuca, vinda de alguém que observava o conflito noturno desde o início.

Perdendo totalmente a noção do tempo, Yukimura acorda em uma sala fechada, com grades na parte da frente. Sem sua armadura, ou suas armas, coberto apenas por um pano velho, o ronin vê, por entre as barras de ferro que compõem a grade à frente, o homem de antes, balançando o brasão dos Shiba como um brinquedo de um charlatão hipnotizador qualquer… Um sorriso assustador enche o semblante do bandido.

Sem contar que nessa sessão estreei minha trilha sonora nova de RPG! =D

SOPA… PIPA… E agora o tal ACTA…

Publicado: janeiro 24, 2012 em Papo Simples
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O que é ACTA:
O Acordo Comercial Anticontrafação (ACTA, em inglês Anti-Counterfeiting Trade Agreement) é um tratado comercial internacional que está sendo negociado, com o objetivo de estabelecer padrões internacionais para o cumprimento da legislação de propriedade intelectual, entre os países participantes. De acordo com seus proponentes, como resposta “ao aumento da circulação global de bens falsificados e da pirataria de obras protegidas por direitos autorais”.

O tratado aparenta ser um complemento a um tratado anterior sobre propriedade intelectual, Acordo TRIPs, que foi severamente criticado por “defender” o domínio cultural e tecnológico dos países desenvolvidos sobre os subdesenvolvidos.

As negociações se iniciaram em outubro de 2007 entre a Estados Unidos, o Japão, a Suíça e a União Europeia, tendo sido depois integradas por Austrália, Canadá, Coreia do Sul, Emirados Árabes Unidos, Jordânia, Marrocos, México, Nova Zelândia e Singapura.

O tratado é bastante criticado pelo fato das negociações ocorrerem entre uma minoria e de forma sigilosa. E também pela existência de indícios, como os documentos vazados para o Wikileaks, de que o acordo planeja beneficiar grandes corporações com o prejuízo dos direitos civis de privacidade e liberdade de expressão do resto da sociedade.

Fatos sobre o ACTA:
O ACTA não é um SOPA Europeu. É quase global, e vai ser aplicado a cada país que assinar este tratado.

O ACTA é muito mais agressivo. O ACTA não vai simplesmente afetar Web Sites e bloqueá-los da internet, são medidas de vigilância de qualquer coisa que é compartilhada na internet por meios privados.

Não existe uma campanha contra o ACTA e este é tão organizado como o SOPA. Ele é perigoso e há pouco tempo até o tratado ser finalmente assinado.

O ACTA tem efeitos na saúde, no comércio e no turismo.

Fonte:Youtube

***

Olhem a situação atual de alguns hosters:

MegaUpload – Fechado.
FileServe – Fechando não vende premium.
FileJungle – Excluindo arquivos. Bloqueado nos EUA.
UploadStation – Bloqueado nos EUA.
FileSonic – as notícias estão arbitrárias (sob investigação do FBI).
VideoBB – Fechado! deve sumir em breve.
Uploaded – Banido dos EUA e o FBI vai atras dos donos que sumiram.
FilePost – Deletando todo material (so vão deixar executaveis, pdfs, txts)
VideoZer – Fechando e bloqueado nos paises afiliados aos USA.
4shared – Excluindo arquivos com copyright e aguarda na fila do FBI.
MediaFire – Convocado a depor nos proximos 90 dias e tera de abrir as portas pro FBI
Torrente org – poderá sumir com tudo em até 30 dias “ele está sob investigação criminal”
Rede Share mIRC – aguarda a decisão do caso Torrente para continuar ou encerrar tudo.
KoshiKO – operando 100% japão não ira aderir ao SOPA/PIPA
Shienko Box – operando 100% china/korea não irão aderir ao SOPA/PIPA
ShareX BR – grupo UOL / BOL / iG dizem que não irão aderir ao SOPA/PIPA

Ditadura do caramba… Apocalipse da internet. Vou contar para os meus filhos que presenciei o início da 3ª Grande Guerra…

HOSTERS DOWN LIST:
Megaupload, iSHARE, AOL Virtual DISC, US SHARE, GrennShare (canadá)
HOSTERS EM RED ALERT:
Mediafire, Multupload, WUpload, File Sonic/Serve, ShareX, Deposit Files…
@P2Ps EM RED ALERT:
Torrent “todos os serviços”, mIRC Zone, SVN hosters, Virtua.

É isso aí… Princípio de um puta caos “internético”…

Como gabaritar uma avaliação de Literatura de Língua Inglesa; Só tente fazer isso se o seu professor já tiver jogado Vampiro

Literaturas de Língua Inglesa II – Avaliação – 4º Letras; 4º Bimestre:

Questão:

Segundo o autor francês Roland Barthes, “a obra literária é um sistema semântico muito particular, cujo fim é dar ‘sentido’ ao mundo, mas não ‘um sentido’; a obra, pelo menos a que chega geralmente ao olhar do crítico, e talvez seja essa uma definição possível da ‘boa’ literatura, a obra nunca é completamente insignificante (misteriosa ou ‘inspirada’) nem jamais completamente clara; ela é, se se quiser, sentido suspenso: ela se oferece com efeito ao leitor como um sistema significante declarado, mas se furta a ele como objeto significado. Essa espécie de de-cepção, de desapreensão do sentido explica por um lado que a obra literária tenha tanta força para fazer perguntas ao mundo (abalando os sentidos assegurados, que as crenças, as ideologias e o senso comum parecem guardar em seu poder), sem entretanto nunca a elas responder (não há grande obra que seja ‘dogmática’); e, por outro lado, que ela se ofereça a um deciframento infinito, já que não há nenhuma razão para que se cesse um dia de falar de Racine ou de Shakespeare (senão por um abandono que será ele próprio uma linguagem): ao mesmo tempo proposta insistente de sentido e sentido obstinadamente fugidio, a literatura é tão-somente uma linguagem, isto é, um sistema de signos: seu ser não está em sua mensagem, mas nesse ‘sistema’”. Com base nesta afirmação do autor, e pensando nas obras brevemente estudadas ao longo da disciplina, escreva algumas linhas tentando explicar “o que é” a literatura para Barthes. Se possível, tente refletir sobre a apropriação que a literatura faz da linguagem em oposição à linguagem automatizada do discurso científico, do meio acadêmico, das certezas e definições.

Resposta:

Caio Romero*

- Hei Bob, o desafio está lançado: “o que é” literatura para Barthes?
- Ora mestre… Posso testar minha cientificidade?
- Role os dados.
- Acho que não consegui o bastante, não é?
- Testou o atributo errado. Com esse aí nem sucessos infinitos resolveriam a questão.
- Então posso tentar força bruta? Um soco no estômago talvez?
- É mais ou menos por aí.
- Nada se compara ao soco de um brujah num pobre coitado desavisado…
- Eu diria que o “impacto” proporcionado pela literatura é ainda maior que isso.
- Ah, é como potência então?
- Mais que isso. Acredito que a literatura não mereça a dor da explicação de nobres. Certamente utilizariam o automatismo da cientificidade para tentar encerrar a literatura em uma gaiola de “certezas e definições”.
- Então é por esse motivo que o desafio foi entregue a crianças da noite, como eu?
- Disso não tenho total certeza. Só posso dizer que existem coisas que nunca entenderemos completamente.
- Como os efeitos causados pelo sangue de um malkavian?
- É. Mais uma vez, acredito que seja mais ou menos por aí. Se a literatura se furta de significado, penso que cabe a nós tão somente “experimentá-la”.
- Argh… Então não é bem como o sangue dos malkavian, não é?
- Não sei. Nunca bebi da “insanidade”.
- Ora, disso eu tenho certeza, basta olhar para a sua cara. Mas e o francês?
- Roland Barthes?
- É.
- Não sei… Talvez o infeliz fosse um malkavian.

Segundo post com a continuidade da campanha que estamos jogando em Rokugan. Jogamos hoje das 20:00 até 00:00 mais ou menos. Até que rendeu um pouco.

Como prometido, vou tentar contextualizar a narrativa:

A narrativa teve início com o grupo já se conhecendo, no território Fênix, na cidade de Michita Yasumi. Essa cidade está localizada exatamente no centro das terras Fênix, e é considerada o polo comercial, principalmente com o clã Garça e o Dragão. Por causa disso, acaba sendo um ponto de encontro entre os clãs, berço de conflitos e passagem constante de muitos aventureiros.

A respeito dos personagens dos jogadores:

Yasumoto (Wu Jen: 1): Motivado a aventurar-se pela morte de seu mentor e os demais wu jen treinados por ele. Busca descobrir os mistérios que envolvem o assassinato de seu mentor, além de priorizar o conhecimento de novas magias. Não possui nome de família por não submeter-se à divisão territorial dos clãs. Como os demais wu jen, vivia com um grupo mantido por um mentor.

Shiba Yukimura (Samurai/Ronin: 1): Motivado a aventurar-se pela busca da honra que sustentava. Por alguma ação desonrosa, foi julgado e quase perdeu o nome de família. Pela vergonha de tornar-se um ronin, sustenta frequentemente o vício em saquê. Nascido de uma das maiores famílias samurai de Rokugan, busca ardentemente a possibilidade de honrar novamente o nome dos Shiba.

Isawa Yusuke (Shugenja: 1): Motivado a aventurar-se pela busca de conhecimento  principalmente sobre as magias elementais. Apesar de pertencer à linhagem da maior família shugenja nas terras de Rokugan, não mantém contato com os grandes nobres. Tende a preferir as magias elementais do fogo.

Isso é tudo. Segue agora a segunda parte da narrativa:

Capítulo II – Ano 1160, Haru.

Shiba Urameshi. Era o nome do nobre que acabara de salvar o bêbado baderneiro.

- Vejo que esses infelizes causaram problemas para vocês… Como tudo começou?

- Eles vieram com insultos por causa do Yukimura (ronin) e, ainda por cima, agrediram a garçonete. – Disse Yusuke (shugenja) enquanto usava um de seus ofuda numa magia para curar parte de seu ferimento no peito.

- Mulher? Ponto fraco hein… – Zombou o nobre. – Tenham certeza que esses arruaceiros serão penalizados por isso. Venham até aqui para verem uma coisa.

Os três seguiram o nobre até o aglomerado de pessoas do outro lado da rua. Dois samurais estavam imóveis, prontos para sacarem suas espadas a qualquer momento. Era um duelo de Iaijutsu. Um dos dois, por um momento, baixa as mãos e faz sinal negativo com a cabeça. Não dava para ele. Admitindo a superioridade do oponente, o honrado guerreiro desiste do confronto em meio à torcida das famílias envolvidas e das pessoas que pararam para assistir.

- Pensam que isso que acabamos de presenciar foi uma ação desonrosa? – Indagou o nobre Shiba.

- Não, ele reconheceu a superioridade do oponente e admitiu que não poderia vencer… – Inferiu Yasumoto.

- Ah, mas ele perdeu o duelo… – Disse o ronin Yukimura.

- Mesmo assim, do mesmo modo que ele reconheceu a superioridade do oponente, vocês deveriam ter reconhecido a inferioridade desses três… Mas, em todo caso, tudo isso serviu para que pudessem provar as habilidades de vocês. Trabalham para alguém? – Perguntou Urameshi.

- “Nós somos o nosso trabalho”. – Respondeu o shugenja.

- ? – (Todos).

- Gostariam de trabalhar para mim? – Sugeriu o nobre. – Existem alguns trabalhos que comumente são submetidos à alta classe da família Shiba que acabam por exigir grupos de aventureiros. Eu, ou um outro de nós, poderia cumprir algumas dessas tarefas, mas confesso que viajo bastante, e não posso me prender a solicitações de viagens de última hora e tudo mais. Acho que são o grupo ideal para esse tipo de serviço. Bem, vamos para a casa de chá beber algo enquanto conversamos.

Entrando na casa de chá, os três, acompanhados agora do nobre Shiba, tomam seus lugares em torno da mesa e bebem e comem às custas de Urameshi.

- Bem, tenho um primeiro trabalho para vocês. Tenho uma encomenda que preciso que busquem para mim. Um homem chamado Samus, morador de uma região a oeste da vila Ubaku Mura, a vila das gueixas, é quem vocês precisam encontrar.

- E como ele saberá que estamos buscando a encomenda por você? – Perguntou Yukimura.

- Leve esse brasão. – Disse Urameshi enquanto atirava um brasão da família Shiba para o ronin. – Só os nobres Shiba podem carregar um desses. Traga esse inteiro e quem sabe sua honra possa ser devolvida…

Yukimura guardou a sua chance de recuperar sua honra na mochila que carrega consigo. O nobre Shiba, logo em seguida, despediu-se do grupo desejando sorte no trabalho. Após comerem e pegarem alguns mantimentos para a viagem, que levaria em torno de dois dias, o trio se dirigiu até uma tenda à frente da casa de chá. Na tenda um homem já de idade, e de baixa estatura lhes atendeu:

- Em que posso ajudá-los?

- Gostariamos de saber se o senhor possui algo para dormirmos em uma viagem, como cobertores, uma barraca, ou coisa assim… – Perguntou Yusuke.

- Um kit para viajantes, com uma barraca para três e alguns cobertores sai por 20 peças de ouro.

- Tudo isso? – Insistiu o shugenja.

- Ah, o mínimo que posso fazer é 18 peças de ouro. Se bem que, se fizerem um favor para mim, poderia fornecer um kit para vocês… Há algum tempo que um barulho no forro da minha casa aos fundos não me deixa dormir… Querem dar uma olhada?

O grupo rodeia o balcão e adentra a casa do senhor. Após empurrarem um armário para abrir um alçapão no forro, um rato atroz lhes ataca. No confronto, uma cadeira da casa do vendedor acaba destruída pelo rato, e, ao tentar cravar sua katana no monstro, Yukimura acaba perfurando o assoalho, o que leva o senhor ao desespero:

- Por favor, se não destruírem mais nada e acabarem com esse rato eu lhes dou 2 kits ao invés de um!

Como o rato havia mordido a perna do wu jen e retornado para o forro, o grupo, depois de pensar um pouco num modo de atrair o monstro, acaba decidindo por usar a katana do ronin. Yukimura atrai o rato, que morde sua katana e fica preso à lâmina. Rapidamente, o ronin joga o rato atroz no chão. Com o baque, a criatura acaba nocauteda.

Depois de vender um dos kits para alguns aventureiros que passavam por ali, Yasumoto dirige-se a um local calmo para que pudesse fazer sua oferenda diária em memória de seu mentor. Yukimura e Yusuke decidem retornar à casa de chá para beberem um pouco, e, infelizmente, deparam-se com dois dos samurais bêbados de outrora, sentados na mesma mesa de antes.

- Esses filhos da mãe, por culpa de vocês perdemos nossa honra e não podemos mais carregar nossas espadas! – Disse um dos dois bêbados (novamente bêbado).

Antes que o infeliz pudesse se mover, o shugenja gasta um de seus ofuda com a magia “pasmar”, anulando qualquer ação do baderneiro… Os dois arruaceiros se calam e sentam-se novamente. Instantes depois, o wu jen se une ao grupo. Seguindo a sugestão da garçonete, já escurecendo, o grupo vai até a pousada mais próxima. Já devidamente acomodados, os três adormecem para prepararem-se para a viagem no dia seguinte.

No meio da madrugada um grito de mulher acorda o trio. Com muita fumaça no recinto, os três descem as escadas para ver o que estava acontecendo. A mulher que os atendera estava apavorada com o fogo que queimava parte da frente da pousada. Havia óleo por perto e o grupo pôde ver dois vultos do lado de fora. Como o fogo não havia se alastrado, o shugenja conseguiu conter as chamas com uma de suas conjurações de água. O wu jen avista alguém escondido ao lado da tenda que frequentaram no dia anterior. Yukimura e Yasumoto vão até o local enquanto Yusuke fica, mantendo a guarda na frente da pousada.

Ao chegarem no beco, o wu jen e Yukimura deparam-se com um dos arruaceiros da casa de chá. O homem, desarmado, e com os braços e pernas enfaixados sob o kimono, correu na direção dos dois. Yukimura, que já havia sacado sua espada, golpeou o baderneiro no estômago com as costas da lâmina de sua katana. Subitamente, o wu jen tentou esbarrar no bêbado, mas errou feio… Depois de levar um belo soco no rosto, Yukimura devolve a pancada à altura e Yasumoto finaliza a batalha com um último soco.

Enquanto isso, o outro baderneiro pula do segundo andar da pousada e surpreende o shugenja tomando a atendente como refém. Com uma adaga no pescoço da moça, o homem bêbado pergunta:

- Onde estão suas amiguinhas? – A pergunta é seguida pela chegada dos outros dois.

Perdendo parte dos reflexos, o homem mal percebe o fato do shugenja preencher um ofuda com sua magia “pasmar”… Instantaneamente paralizado, o arruaceiro permite que a moça consiga desvencilhar-se de seus braços, e acaba sendo golpeado mortalmente pela katana de Yukimura.

Enquanto Yasumoto pega a adaga do oponente derrotado, um homem se aproxima com uma lanterna rasgando as sombras da rua escura. É Shiba Urameshi.

- Bem, vejo que adiantaram a sentença desses imbecís. O outro deles foi obediente ao aceitar o seppuku, já esses dois, estavam enrolando… Vou contactar algum hinin para lidar com o trabalho sujo que deixaram aqui… No mais, boa viagem amanhã.

O shugenja, por já estar recuperado, passou o resto da madrugada acordado, fazendo companhia para a atendente. Os outros dois retornaram aos seus aposentos. Depois que Yukimura acordou e o wu jen terminou sua meditação e preparação de suas magias para o dia seguinte, o grupo fez sua refeição matinal e partiu para a vila Ubaku Mura, ao sul.

A trilha que pegaram era, basicamente, arenosa, sem campos verdes ou árvores. A oeste de onde caminhavam cadeias montanhosas erguiam-se perante a vista do grupo. Após algum tempo de caminhada, já no meio do dia, o trio percebe algo se remexendo na areia logo em frente. Uma serpente parou à espreita dos três. O trecho era íngrime de ambos os lados, como um corredor rochoso, de modo que não havia outra passagem senão por ali.

Yukimura sacou a katana e golpeou a serpente que estava prestes a lhe atacar. Enquanto isso o wu jen passou pelo trecho correndo, distanciando-se do perigo.

Dessa vez a narrativa parou num confronto simples, continuamos assim que der, e eu escrevo assim que jogarmos.

Faz tempo. Tempo pra caramba. Escrevi uns contos para a seção, obviamente de contos, do portal rpgonline. Acho que escrevi em 2008… Na verdade foram doze partes, se não me engano, de um único conto denominado Penumbra Noturna. Não ficou tão bom assim, por isso nem coloquei aqui as partes. Quem tiver curiosidade pode pesquisar no google algo como “Caio Romero Battousai Penumbra Noturna”. Caio Battousai era meu nick no portal. Sim, eu compartilho a mesma admiração do Gabriel pelo retalhador… Tanto que antes de conhecê-lo eu usava o nickname “battousai” nos Counter Strike da vida… No mais, o que segue abaixo é a descrição de uma partida de RPG que jogamos há algum tempo, testando o sistema Rd6. Foi uma aventura única, quem sabe a continuamos qualquer hora… Depois de escrevê-la, decidi que deveria reviver o nome “Penumbra Noturna” para intitular essa aventura. O relato está em primeira pessoa, pois apesar de narrar, construí um personagem que acompanhou o grupo. Gosto disso, me dá a sensação de estar de ambos os lados, de poder avaliar a narrativa…

Capítulo I

Adentramos a floresta em busca das crianças, o dia já era claro, e lá estava um dos mercenários, na beira do lago pantanoso, com a besta apontada para as duas crianças. Não sei como, mas as crianças estavam em uma pequena ilhota no meio do lago. Eram um menino e uma menina, grudados um ao outro, aos berros. Kael – nosso companheiro que, por incrível que pareça, é um elfo da noite – correu na direção do bandido, segurando firmemente seu cajado. No desespero em que estávamos, Kael que ia a frente de mim e de Rochê – que possuímos as pernas curtas dos anões – gritou para chamar a atenção do mercenário.

Quando o infeliz se distraiu, e se virou para nós, algo extremamente enorme se ergueu de dentro da água. Com a boca grande o suficiente para devorar o bandido, o crocodilo gigante tragou o mercenário para dentro da água, brincando com o cadáver em duas ou três rápidas mordidas, como se fosse um belo filé de carne fresca.

Perplexos com a visão, nos aproximamos do lago, esperando que o monstro retornasse à superfície. As crianças continuavam imóveis, mais apavoradas que nunca; acabaram de ver uma cena pavorosa, e sabiam muito bem que as próximas vítimas poderiam ser elas. Precisávamos agir rápido. A cabeça do monstro se ergueu próxima à ilhota pedregosa em que as crianças estavam. A boca enorme estava aberta, pronta para devorar as crianças em uma só mordida. Retirei a adaga que carregava na bota, do jeito mais rápido que pude, e a atirei na direção do crocodilo. Errei o monstro, mas ganhei sua atenção. A enorme boca, por instantes, voltou-se para a nossa direção. Podíamos ver os restos mortais do mercenário na garganta profunda da criatura.

Quase desacordei com a pancada desarmada – e pelas costas! – que levei no pescoço por um outro do bando que perseguíamos. Kael ouviu o barulho da minha queda e foi rápido em emanar um de seus raios com seu cajado. Acertou o bandido em cheio no peito; foi o suficiente para que eu, mesmo caído, pudesse chutá-lo. Kael perguntou se eu daria conta do bandido sozinho, afirmei com a cabeça.

O mago voltou sua atenção para a água e mais um feixe de luz brotou de seu cajado. Assim como eu, o elfo errou o monstro, mas a eletricidade, por segundos, varreu toda a superfície do lago e a fera levantou sua cabeça em urros ensurdecedores.

O bandido tentou me retribuir o chute enquanto Rochê martelava uma árvore – talvez na tentativa de alcançar as crianças com o tronco. Rolei e deixei o chute no vácuo. Quando estava me levantando ouvi o estrondo da última martelada de Rochê em uma das maiores árvores próximas à beira do lago. A árvore veio abaixo. Kael precisou desviar dos galhos que constituíam o topo da árvore, a qual caiu perto do lago. O monstro mais uma vez retornou às crianças. A adaga de Rochê, também atirada próxima ao crocodilo, roubou-lhe a atenção por instantes, mas nada impediu a fera de abocanhar o pé pequenino da garotinha. Kael e Rochê correram para a água, apavorados, enquanto eu mal tive tempo de me levantar. Rochê atirou seu cantil na cabeça da criatura, que nem sequer piscou. Num giro monstruosamente impetuoso, a criatura maléfica tragou a garotinha para dentro da água escura.

Algum estrondo no térreo da estalagem fez com que acordássemos. Tudo não passara de um dos pesadelos assombrosos de Kael.

Nessa aventura o Lucas interpretou o dark elf, o Mário interpretou um dos anões, e eu interpretei o anão que relata a narrativa.

Esse post é para abrir uma subseção no diário. Trata-se da reunião de descrições das sessões de role-playing game que tivermos desde agora. Começamos uma campanha de D&D “aventuras orientais” que se passa no cenário de Rokugan. Depois de um tremendo estudo sobre o cenário, a história, as raças, classes, clãs e tudo mais… Finalmente começamos a jogar. Esse capítulo acaba por constituir o início da primeira aventura.

Capítulo I – Ano 1160, Haru.

A porta de uma das casas de chá da pequena cidade de Michita Yasumi se abre. Os três entram à procura de uma mesa vazia na qual pudessem, além de recuperar as energias, beber um bom saquê. Como nem tudo é perfeito, três samurais semi-embriagados são o suficiente para incomodar a paz do recinto – além de renderem um pouco de experiência, é claro. Numa mesa ao fundo, três seguidores do bushidô revezam suas canecas de saquê em meio ao balbuciar de suas gargalhadas irritantes… A coisa piora quando fica nítido ao trio recém-chegado o fato de serem o alvo dos cochichos trêbados dos samurais na mesa próxima.

Já acomodados, e logo após fazerem seus pedidos à garçonete, o ronin do grupo ouve a conversa do trio bêbado ao fundo:

- Como pode? Um nobre shugenja andar com esse tipo de gente?

- Gente? Olha só o outro que está com eles… Hahaha… (soluço)…

Incomodado com os insultos, o quase ex-Shiba (o ronin) comenta com os dois amigos a respeito do diálogo na mesa vizinha. Nada melhor para iniciar uma intriga de bar do que uma garçonete – que tentava acalmar o grupo animadinho de samurais bêbados, na intenção de “restituir a paz” no ambiente – ser derrubada por um dos bêbados que intercalava gargalhadas e insultos ao tombo que acabara de dar na coitada.

Tudo isso é mais que suficiente para o wu jen do grupo levantar-se em ira da mesa em que estavam. O saquê mal fora servido e já estavam se metendo na confusão alheia… Mas até que é possível pensar num desconto para eles. Quem suporta ver uma moça desarmada sendo maltratada por um trio de vagabundos? O pior é que as vestes dos infelizes e a aparência denunciavam o fato de pertencerem aos nobres de Fênix, talvez fossem da família Shiba, ou dos Agasha, pouco importa, fato é que a conduta deles era considerada uma desonra para qualquer uma das grandes famílias seguidoras do bushidô.

O shugenja dirigiu-se rapidamente à garçonete para que pudesse ajudá-la a levantar-se.

- A mocinha vai (soluço) querer encrenca? – Disse um dos trêbados.

- Por favor, não aqui dentro! – Digamos que tenha sido uma “sugestão” da garçonete.

Enquanto isso o ronin, que praticamente havia sido o motivo dos insultos iniciais, continuou bebendo seu saquê calmamente, curtindo o gosto ruim de sua desonra “quase sem causa”. Putos com o parceiro, os dois se dirigem seguidos pelos três alegres samurais pés-de-cana. O último dos três desordeiros enche a palma da mão na nuca do ronin, que acaba derrubando parte de seu saquê nas próprias vestes… Por incrível que pareça, nada se mostrava capaz de fazer-lhe levantar até que todo o saquê presente na mesa estivesse “trabalhando” em seu organismo. A passividade do ex-samurai obviamente aumentou ainda mais a fúria dos seus companheiros…

Na frente da casa de chá um tumulto estava acontecendo. Um grupo de pessoas estava aglomerado escondendo o que ocorria do outro lado da rua. Concentrados na intriga com os bêbados, os dois magos orientais preparam-se para o pior. Um dos arruaceiros retornou ao interior da casa de chá. O ronin mal terminara o saquê – não somente o próprio, mas entenda por saquê todo o que estava na mesa – quando o seu pedaço de confusão estava próximo, e mais, com a katana já desembainhada, cintilando de um lado para o outro.

A coisa literalmente pegou fogo na frente do estabelecimento. O shugenja acabou sofrendo um corte feio no peito, desferido pela katana de um dos bêbados. Porém, uma combinação de magias dos dois “magos” foi o bastante para deixar um dos oponentes desacordado após um míssil mágico ter explodido no peito do infeliz.

Bêbado, e pronto para uma boa briga, o ronin atirou a garrafa (agora vazia) de saquê na direção do trêbado que havia retornado ao recinto. Errou por pouco. Na verdade muito. O bastante para a garrafa estourar longe do alvo… A garçonete soltou um belo grito com o barulho… O trêbado – combinemos que, nesse caso, como os dois estão sob efeito do álcool, por trêbado refiro-me ao samurai arruaceiro que ainda é samurai (pelo menos até algum nobre ficar sabendo dessa baderna toda) – correu na direção do nosso amigo paciente – e bêbado, é óbvio que faço referência ao ronin – e desferiu um belo golpe (leia-se aqui: bela falha crítica) no vento, mas vento que passou bem rente ao estômago do andarilho. Aproveitando o deslize do oponente, o ronin desequilibra seu oponente com um chute em sua perna de apoio. O chute é respondido à altura com uma tentativa frustrada de rasteira – que faz com que o trêbado acabe com a ponta da katana do bêbado apontada para seu pescoço.

- Por favor, resolvam isso lá fora! – Interrompe a garçonete. Mais uma vez.

O arruaceiro se levanta e resolve sair. Tanto o wu jen, quanto o shugenja pensam o pior a respeito do ronin no interior da casa de chá. Entretanto, o companheiro bêbado toma seu lugar ao lado dos dois “magos”. O shugenja pinta em um ofuda a magia “mãos flamejantes”. Como o nome remete, das mãos do mago saem chamas em forma cônica que atingem os dois baderneiros a uma distância não muito longa. Um dos dois se une ao parceiro arruaceiro por adquirir a adjetivação “desacordado”. Mesmo próximos ao tumulto que havia na rua, o grupo mantém o foco no confronto com os baderneiros.

Na tentativa de encerrar a batalha, o wu jen do grupo conjura uma magia do elemento metal. Fagulhas da katana do último samurai explodem perante seus olhos e por um momento o grupo perde a visão do alvo.

Num relance o samurai é salvo por um homem alto, trajando um kimono típico entre os nobres de Fênix. O ronin reconhece o indivíduo como sendo um dos nobres “mais altos”, se é que assim se pode dizer, – não, não foi um pleonasmo, é mais um reforço à nobreza do cara – da família Shiba.

O resto é gancho para a próxima sessão que, enquanto escrevo, ainda não aconteceu.

No próximo capítulo, se der coragem, faço um resumo sobre a cidade em que a aventura teve início, além de trazer algo sobre os personagens, os prelúdios e tal. O que posso dizer no momento é que o Lucas está interpretando o shugenja, enquanto o Jhonatan é o wu jen, e o Mário o ex-samurai do grupo.

Sem palavras para descrever essa banda do caramba… É simplesmente metal para gamers, ouço faz tempo, mas aposto que tem gente que desconhece.

Um dos temas do Sonic, aliás. olhem a guitarra do cara… :pedobear:

Final Fantasy, puts, acho essa muuito brutal:

E pra fechar o post com chave de ouro, quem não se lembra dessa aqui?

Principalmente a do Top Gear me faz lembrar: “- Mãe, quando acabar a novela eu posso jogar?”… :dorgas: Nostalgia total.

Concurso Cultural COPAG [Venci!]

Publicado: dezembro 16, 2011 em Eventos, Games
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E pra fechar os posts de hoje com muita alegria… Tirei o 1º lugar no Concurso Cultural da COPAG! O concurso aconteceu no blog do Pokémon TCG da COPAG e foi mais ou menos assim: Era necessário escrever uma frase com as palavras “mestre” e “cartas”, as 10 melhores frases ganhariam decks e boosters da coleção nova de Pokémon Black & White.

Já que havia a liberdade de mandar quantas frases quisesse… Mandei algumas… Não vou mentir, realmente passou pela minha cabeça a possibilidade de ficar entre as 10 melhores, mas não pensei que ficaria em 1º!

Conforme informado no blog de lá:

Vamos escolher as dez melhores frases, e o vencedor vai levar para casa 2 decks Black & White à sua escolha. O 2º e 3º colocados levam 1 deck e tem ainda 3 boosters para cada um do 4º ao 10º lugar.

Hoje, logo após a chegada do meu deck Loucura Vermelha, recebi um e-mail da COPAG informando que eu havia vencido o concurso! Como havia comprado um dos 3 decks da nova coleção de Black & White, com o prêmio eu fico à espera do Tornado Verde e do Ataque Azul para fechar a coleção!

Exatamente 1554 frases foram inscritas para a disputa! Acho que escrevi umas dez frases… Mas teve gente que escreveu muuuitas frases mesmo!

Segue o resultado oficial divulgado com as frases vencedoras:

Atualização em 16/12: Saíram os vencedores! Deu um trabalhão escolher, mas eles estão aí. Já entramos em contato com todos eles pelos e-mails informados ao fazer o comentário. Parabéns aos ganhadores e o nosso muito obrigado a todos os participantes! ;)

1. Caio Romero (enviado em 08/12): Dentre as cartas que disponho em minha mão, a primordial é o conhecimento. Essa é a carta na manga de qualquer verdadeiro mestre.

2. Arthur (06/12): Um verdadeiro mestre Pokémon não é aquele que usa as cartas para vencer, mas sim aquele que ensina seu pupilo, através das cartas, as verdadeiras lições que ele deve aprender!

3. Igor (08/12): Um mestre de verdade não é aquele que vence todas as partidas, mas aquele que respeita seu oponente, confia em suas cartas e se diverte com o jogo.

4. Bruno Lopes de Sousa (05/12):A morte é o único vencedor em qualquer guerra. Para ser um verdadeiro mestre é preciso usar suas cartas com sabedoria, sem subjugar seu oponente.

5. Lucas Rodolfo de Oliveira Rosa (06/12):Ser um mestre significa muito mais do que ter as cartas mais fortes. Significa conhecer as suas cartas. Significa saber usar as suas cartas. E, acima de tudo, significa confiar em suas cartas. Venha ser um mestre com as novas cartas Black & White!

6. Adriano (08/12):Somente o maior dos mestres sabe das maravilhas secretas que são as cartas da coleção Black & White, que o foram reveladas por ter um coração de ouro e uma alma de prata.

7. Marina (05/12):Bom mestre é aquele que sabe ensinar as cartas da vida.

8. Fernando (15/12):Um verdadeiro mestre Pokémon não conta com a sorte, ele a faz jogar ao seu lado escolhendo as melhores cartas e estratégias.

9. Patrick (14/12):O grande mestre Pokémon é aquele que, com as cartas mais simples, consegue fazer um grande jogo.

10. Leonardo Barbosa (05/12): Ter as melhores cartas é ótimo, mas só se prova um verdadeiro mestre aquele que transforma sua desvantagem em motivação para fazer uma ótima partida contra o adversário.

Agora é só curtição. aisehiauhseiuaeh. Para quem quiser conferir como rolou o concurso, segue o link:

http://www.copag.com.br/pokemon/index.php/concurso-cultural-concorra-a-decks-e-boosters-black-white/

Decks PKM [Compra Coletiva]

Publicado: dezembro 16, 2011 em Games
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Uma semana atrás compramos alguns decks para gastarmos um tempo das férias nisso… Digo compramos, porque realmente foi uma compra coletiva…

A encomenda chegou hoje. Seguem as fotos dos decks:

Esse é o Ataque Azul, do Jhonatan.

Esse é o meu Loucura Vermelha (prefiro o nome gringo…).

Controle do Caos, do Lucas.

Sentinela de Aço, do Gean.

Conflito do Crescimento, do Mário.

E o Fagulha de Chama, do Michelan.

Abaixo seguem algumas fotos do “unboxing” do Sentinela de Aço:

Deck ainda plastificado, fora da caixa…

O conteúdo da caixa: deck, playmat, marcadores de dano e condições especiais, folheto de regras e moeda.

Algumas fotos do meu Red Frenzy:

Deck fora da caixa, ainda no plástico.

Caixa, moeda, marcadores e playmat.

Resumão das regras básicas nas costas do playmat.

Playmat para 2 decks.

Agora é só fechar as jogatinas e boa.